Benjamim Netanyahu, o primeiro-ministro israelense, ordenou a formação de um grupo de trabalho para resistir as eventuais consequências do relatório Goldstone, que acusa Israel de crimes de guerra em Gaza.
A constituição da equipe foi aprovada no domingo à noite em uma reunião na qual o chefe de Governo rejeitou veementemente a criação de um comitê para investigar as alegações do relatório, com objetivo de evitar que o texto seja debatido no Conselho de Segurança da ONU, destacou hoje a imprensa local.
Liderado pelo Ministério da Justiça, o grupo inclui ainda as pastas de Assuntos Exteriores, Defesa e o Exército.
O objetivo da missão será aconselhar nos campos legal, diplomático e de relações públicas as autoridades do país diante da crescente pressão internacional pelo relatório, que analisou a ofensiva militar israelense “Chumbo fundido” em Gaza há dez meses, onde morreram 1,4 mil palestinos.
Recentemente, o documento, que também acusa o Hamas de crimes de guerra, recebeu o sinal verde do Conselho de Direitos Humanos da ONU para ser levado ao Conselho de Segurança e eventualmente ao Tribunal Penal Internacional de Haia no caso de as partes não fazerem uma investigação independente sobre os fatos.
Netanyahu afirmou ontem à noite que nenhum militar será interrogado sobre sua atuação na ofensiva.
Cresce, no entanto, o coro para o Executivo israelense estabelecer uma comissão de investigação para evitar riscos legais e de maior deterioração da imagem do país.