O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se reunirá na tarde de hoje com o titular da Defesa, Ehud Barak, e com o chefe do Estado-Maior, Gabi Ashkenazi, para analisar a situação após a captura de um navio com armas procedente do Irã e mostrará o carregamento às embaixadas estrangeira no país.
O escritório do primeiro-ministro anunciou o encontro em comunicado emitido pouco antes de as forças de segurança do país liberarem o cargueiro – interceptado na noite de terça-feira – após o descarregamento na manhã de hoje das 300 toneladas de armamento que transportava.
A tripulação do navio, que se dirigirá agora para a Turquia e depois para o Egito, foi liberada após confirmar que não sabia que transportava o carregamento.
A diplomacia israelense convidou hoje as representações diplomáticas estrangeiras no país a analisarem a carga, que inclui 3 mil foguetes, armas pequenas, granadas e bombas e se encontra no porto de Ashdod, no sul de Israel.
Em comunicado, o Exército israelense afirma que o carregamento partiu do Irã rumo à Síria e tinha como destino final a milícia xiita libanesa Hisbolá.
O cargueiro foi capturado no litoral mediterrâneo, perto de Chipre, por forças de elite israelenses que vigiam o contrabando na zona.
A diplomacia israelense ressalta que a descoberta “constitui uma séria violação das resoluções 1701 e 1747 do Conselho de Segurança da ONU, que proíbem estritamente o Irã de exportar ou comercializar qualquer tipo de armas”.