Menu
Mundo

Netanyahu afirma querer prescindir da ajuda militar dos EUA em 10 anos

Washington aprovou a venda de dezenas de milhões de dólares em equipamentos militares para ajudar Israel em sua guerra contra o movimento islamista palestino Hamas na Faixa de Gaza

Redação Jornal de Brasília

09/01/2026 20h56

20141202 netanyahu afp

Foto: AFP

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que deseja que o seu país prescinda da ajuda militar americana em um prazo de dez anos, durante uma entrevista publicada nesta sexta-feira (9).

Washington aprovou a venda de dezenas de milhões de dólares em equipamentos militares para ajudar Israel em sua guerra contra o movimento islamista palestino Hamas na Faixa de Gaza, e ambos os países mantêm laços estreitos de colaboração na área de defesa há décadas.

“Durante a minha visita ao presidente [Donald] Trump, disse a ele que apreciamos profundamente a ajuda militar que os Estados Unidos nos ofereceram ao longo dos anos”, disse Netanyahu à revista The Economist.

“Mas nós também alcançamos nossa maturidade, desenvolvemos capacidades extraordinárias e nossa economia alcançará em breve, em questão de uma década, o trilhão de dólares”, acrescentou.

“Assim que desejo reduzir progressivamente a ajuda militar nos próximos anos.”

Israel recebe cerca de 3,8 bilhões de dólares (mais de R$ 20 bilhões na cotação atual) em ajuda financeira anual dos Estados Unidos para a compra de armamento, em virtude de um acordo firmado em 2016, que entrou em vigor em 2019 e é válido até 2028.

Segundo o Council on Foreign Relations, Israel recebeu mais de 300 bilhões de dólares (R$ 1,6 trilhão, na cotação atual) em ajuda militar e econômica desde a sua fundação em 1948, corrigidos pela inflação.

Em maio, quando as relações entre Netanyahu e o presidente Trump pareciam tensas, o primeiro-ministro israelense sugeriu que Israel eventualmente teria que “se desacostumar” com a ajuda militar americana, sem oferecer mais explicações.

Em um discurso controverso feito em setembro, Netanyahu também assinalou que Israel estava ficando cada vez mais isolado e precisava adotar uma abordagem de “super-Esparta”.

Após a reação negativa desse comentário, o dirigente israelense afirmou que estava se referindo à indústria de defesa e que o país deveria se tornar mais autossuficiente para evitar eventuais problemas de abastecimento.

© Agence France-Presse

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado