O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, advertiu hoje no memorial para as vítimas do campo de concentração nazista de Auschwitz sobre o “novo monstro” que quer “exterminar” os judeus.
Por ocasião do 65º aniversário da libertação do campo de concentração e extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau, o primeiro-ministro israelense ressaltou, sem detalhar a origem da ameaça, a necessidade de enfrentar a “maldade assassina” que surgiu no mundo.
“Não podemos esquecer, devemos lembrar e sempre ficar atentos”, disse Netanyahu no Dia Internacional de Lembrança das Vítimas do Holocausto diante do presidente polonês, Lech Kazynski, e do primeiro-ministro, Donal Tusk.
Netanyahu pronunciou estas palavras em hebraico, que foram traduzidas pela televisão polonesa, no memorial de Auschwitz.
O primeiro-ministro israelense lembrou que os nazistas exterminaram com a sua “Solução Final” um terço dos judeus da Europa, a maioria em campos de concentração como o de Auschwitz.
“Um Estado e um Exército fortes são o único meio eficaz para a defesa do povo judeu”, afirmou Netanyahu, que garantiu não permitir que “mãos perversas” tratem de estrangular novamente os membros de seu povo e de seu país.
O complexo de campos de concentração e extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau, onde foram exterminadas 1,1 milhão de pessoas, em sua maioria judeus, foi libertado em 27 de janeiro de 1945 por tropas do Exército Vermelho, que somente encontraram 7 mil sobreviventes, muitos agonizando