Os oito jovens neonazistas presos no domingo em Israel foram indiciados hoje por assalto, pharm posse de armas e distribuição de material racista, por um tribunal de Tel Aviv.
Sete dos acusados são cristãos e apenas um segue o judaísmo. Todos são imigrantes da antiga URSS com idades entre 17 e 21 anos, são suspeitos de ter atacado dezenas de pessoas e pintado suásticas em sinagogas.
A Justiça também os acusou de ter conspirado para cometer crimes (formação de quadrilha), somando a pena possível para todas as acusações em entre dois e oito anos de prisão, explicou Shimshon Weiss, advogado do suposto líder do grupo, Arik Ely Boniatov.
O Tribunal fundamenta a acusação nas próprias gravações do grupo que tinham sido publicadas em site da internet, segundo a mídia local.
Ao chegar ao Tribunal, a avó de um deles assegurou que “preferia ter morrido no Holocausto a viver” o que o neto a está fazendo passar.
A impensável prisão de um grupo neonazista, pela primeira vez na história do Estado Judeu, causou consternação e inúmeras dúvidas na sociedade israelense. Mas não se trata de um caso isolado: dezenas de admiradores de Adolf Hitler operam no país, sozinhos ou em pequenos grupos, segundo o chefe da Polícia israelense, David Cohen.
“A Polícia agirá com a máxima severidade e tolerância zero” contra este fenômeno, ressaltou Cohen ontem à noite em cerimônia de policiais pelo ano novo judaico, que começa amanhã.
Uma nova prova da paradoxal presença de neonazistas em Israel são as suásticas descobertas na tarde de segunda-feira em uma sinagoga em Eilat, no extremo sul do país.
“Hitler é o Messias” ou “Longa vida a Hitler e Jesus Cristo” são algumas das pichações que apareceram na sinagoga.
“Houve incidentes como este em um passado distante”, disse o vice-chefe da Polícia de Eilat, Eitan Gadasi. Ele advertiu que é “cedo demais” para determinar se uma célula neonazista opera na cidade.
A descoberta deste grupo neonazista reabriu o debate sobre a Lei do Retorno, que garante a cidadania israelense aos judeus de todo o mundo que imigrarem.
Embora sejam na maioria cristãos, quase todos os presos chegaram a Israel quando eram crianças, dee acordo com essa lei. Isso que levou deputados da direita religiosa e nacionalista a pedir a reforma da legislação.