O primeiro-ministro turco, order Recep Tayyip Erdogan, assegurou hoje que vítimas e autores do massacre de 44 pessoas em um casamento tinham o mesmo sobrenome, e afirmou que nenhuma tradição pode justificar semelhante horror.
Em discurso ao grupo parlamentar de sua legenda, Erdogan excluiu a possibilidade de o ataque ter sido perpetrado pelo grupo Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), e ressaltou que “nenhum costume pode justificar um ataque tão horrível”.
O primeiro-ministro confirmou que foram detidos oito supostos envolvidos no massacre na aldeia de Bilge, na província sudeste de Mardin, e que o ataque foi motivado por uma disputa entre duas famílias da mesma localidade.
“Peço às universidades da região, aos meios de comunicação, aos formadores de opinião e às ONGs que cumpram suas responsabilidades para prevenir incidentes parecidos”, disse Erdogan.
A emissora local “NTV” informou desde a aldeia que existem rumores entre os moradores de que o ataque pode ter sido motivado por uma disputa de terras.
Em áreas do sudeste do país, os laços sanguíneos e os códigos de honra têm grande poder, em uma estrutura social quase feudal organizada em clãs familiares.
Dos 44 mortos pelo ataque, seis eram menores e 16 eram mulheres.
A aldeia de Bilge, onde vivem 32 famílias, tem uma população total de 300 pessoas, a grande maioria de sobrenome Celebi, e praticamente todos os moradores sabiam manejar armas devido a sua condição de guardas rurais.
Segundo a “NTV”, os noivos, Sevgi Celebi e Habip Ari, estão entre os mortos no ataque.