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Negociadores querem que talibãs ampliem prazo para troca de reféns coreanos

Arquivo Geral

30/07/2007 0h00

O ultimato dado pelos talibãs para a troca de presos pelos 22 reféns sul-coreanos venceu hoje às 11h30 (8h30 de Brasília) sem notícias sobre a anunciada execução dos seqüestrados, information pills mas com a esperança de que os insurgentes prorrogarão o prazo por mais dois dias.

Os talibãs tinham marcado 7h30 (4h30 de Brasília) como horário limite para a troca dos reféns por rebeldes presos, cost que constam de uma “lista completa” entregue às autoridades no sábado.

No entanto, price após este primeiro prazo expirar sem notícias, Mohammed Yousef Ahmadi, um porta-voz talibã, disse por telefone à Efe de local desconhecido que alguns membros da delegação afegã, “como Abdul Salam Raketi” (um ex-talibã, agora parlamentar), haviam pedido “mais tempo”.

Com isso, os talibãs decidiram estender o prazo em quatro horas. Mais tarde, o mesmo porta-voz disse que não havia conseguido “fazer contato” com os companheiros, que estavam com os reféns “em uma região montanhosa”.

“Por enquanto, não sei quantos já mataram”, acrescentou. Até agora, oito ultimatos dos talibãs já expiraram. Por isso, as autoridades esperam que o grupo aceite outro pedido de ampliar o prazo em mais dois dias, feito hoje pelo governador da província de Ghazni (sudeste), onde os sul-coreanos foram seqüestrados.

Segundo o governador Mehrajuddin Patan, há indícios de que os talibãs aceitarão o pedido, apesar de não terem anunciado nem comunicado aos negociadores oficialmente. Enquanto cresce a incerteza com o destino dos reféns, a Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (Unama) expressou hoje preocupação com as vidas dos 22 sul-coreanos.

“Estamos extremamente preocupados com a segurança e o bem-estar de todos os reféns, principalmente porque muitos deles são jovens mulheres que vieram para o Afeganistão ajudar o povo”, disse aos jornalistas uma assessora de imprensa da organização, Nilab Mobarez.

Um representante do gabinete do porta-voz da Unama, Aleem Siddique, afirmou que uma discussão pública sobre os detalhes das negociações “não ajuda a resolver a situação”. “O que todos temos que fazer neste momento tenso é apoiar inteiramente o Governo do Afeganistão nos esforços para garantir a volta a salvo de todos”, disse.

No domingo, o presidente afegão, Hamid Karzai, chamou de “vergonhoso” e “antiislâmico” o seqüestro dos sul-coreanos durante sua aguardada reunião com o secretário presidencial sul-coreano para Segurança e Relações Exteriores, Baek Jong-chun.

Baek, enviado especial da Coréia do Sul, se reuniu com Karzai a portas fechadas, com o objetivo de discutir a libertação dos reféns e pedir “flexibilidade”, de acordo com a agência de notícias sul-coreana “Yonhap”.

“O Governo afegão fará todo o possível para uma libertação segura de todos os reféns, e espera encontrar uma solução conveniente para a crise”, disse Karzai, segundo comunicado publicado ao final da reunião.

Falta ver agora se Karzai trocará os presos para libertar os reféns ou se manterá a palavra dada em 6 de abril, na libertação de cinco prisioneiros talibãs em troca de um jornalista italiano seqüestrado um mês antes, Daniele Mastrogiacomo. Na ocasião, Karzai afirmou que não haveria mais troca de reféns por talibãs.

Os 23 missionários evangélicos, 18 deles mulheres, foram seqüestrados no dia 19 quando iam de Kandahar a Cabul. A preocupação com o destino dos reféns aumentou na quarta-feira, quando os talibãs anunciaram a morte de um deles, o pastor Bae Hyung-kyu, de 42 anos. É o maior seqüestro de um grupo de estrangeiros no Afeganistão registrado até agora.

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