A decisão de construir mais casas na Cisjordânia, “inclusive nos assentamentos em e ao redor de Jerusalém Oriental”, é um “desafio aos esforços dos Estados Unidos e da comunidade internacional para reativar as negociações”, afirma Erekat, em comunicado de imprensa.
“Representa um sério desafio à comunidade internacional, que, durante os últimos oito meses, exige com clareza às duas partes que cumpram com suas obrigações nos acordos existentes e que fazem parte do direito internacional, para criar um ambiente que permita o reatamento de negociações sérias”, disse.
A construção de novas casas nos assentamentos foi comunicada hoje pelo Ministério da Defesa de Israel e faz parte dos esforços do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, para dissipar as críticas dos colonos e de seu próprio Governo sobre o esperado anúncio de uma moratória sobre a construção nas colônias judias.
Mas para Erekat, a moratória, que Netanyahu deverá anunciar após uma reunião no domingo que vem com o enviado dos EUA para o Oriente Médio, George Mitchell, “ficou sem efeito”, a partir do momento em que aprovou as novas construções.
“A decisão anula qualquer efeito que o congelamento (da construção) nos assentamentos pudesse ter chegado a ter, se é que pensa em anunciá-la”, ressalta o negociador.
Para Erekat, a construção de novas casas “solapa até mais a confiança no processo de paz e na imagem de Israel como parceiro crível para a paz”.
Para alguns analistas palestinos a ambivalência de Israel não passa de uma “farsa”.