O negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, afirmou nesta quarta-feira que o processo de diálogo com Israel desandou porque “os israelenses tinham que escolher entre paz e assentamentos e optaram por esta segunda possibilidade”.
Em entrevista coletiva na cidade de Belém, Erekat disse que os palestinos não aceitarão uma negociação “enquanto continuar a construção de casas” por parte de Israel nos assentamentos judaicos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia.
“Não há como negociar enquanto não existir a possibilidade de criar dois Estados”, acrescentou.
O negociador da Autoridade Nacional Palestina (ANP) afirmou que nos próximos dias irão ao Conselho de Segurança da ONU para pedir que “cumpram todas as resoluções” ditadas por este organismo sobre o conflito palestino-israelense.
“Um país começa com a delimitação das fronteiras. Não há estado se não há fronteiras, porque as atividades econômicas, a educação, o transporte têm que se desenvolver dentro das fronteiras”, afirmou o negociador.
Erekat agradeceu o reconhecimento do Estado palestino por parte do Brasil, Uruguai, Argentina e Bolívia e pediu que outros países façam o mesmo.
Por outro lado, Erekat disse que está com medo que Israel ataque novamente a Faixa de Gaza.