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Mundo

‘Não precisamos deles’, diz Trump sobre o Brasil

“Eles precisam de nós muito mais que nós deles. Nós não precisamos deles”, respondeu a uma jornalista, quando perguntado sobre o país

Redação Jornal de Brasília

20/01/2025 23h41

Atualizada 21/01/2025 6h34

us politics trump inauguration

(Foto de Jim WATSON / POOL / AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (20) que seu país “não precisa” do Brasil e a América Latina. “Eles precisam muito mais de nós do que nós precisamos deles. Na verdade, não precisamos deles, e o mundo todo precisa de nós”, disse Trump durante cerimônia assinando decretos em seu primeiro dia do novo mandato.

O republicano disse a frase ao responder pergunta da jornalista da Globonews Raquel Krähenbühl, que acompanha a cerimônia de dentro do Salão Oval da Casa Branca. A jornalista perguntou se Trump pretendia responder à proposta de paz para a Guerra da Ucrânia elaborada pela China e pelo Brasil, ao que Trump afirmou desconhecer a iniciativa.

“Acho ótimo, estou pronto para discutir [propostas de paz]. O Brasil está envolvido nisso? Não sabia. Você é brasileira?”, perguntou Trump à repórter. Em seguida, a jornalista questiona o presidente sobre a relação com o Brasil e a América Latina. “É ótima. Eles precisam muito mais de nós do que nós precisamos deles.”

Trump prometeu erguer barreiras tarifárias contra uma série de países ao redor do mundo, incluindo o Brasil.

Nesta segunda, o novo presidente americano assinou uma série de decretos controversos que endurecem a fiscalização de migrantes, estimulam a exploração de combustíveis fósseis e determinam o fim de ações relacionadas à diversidade. Muitos deles revertem medidas implementadas pelo antecessor, Joe Biden.

As primeiras ordens foram assinadas diante de milhares de apoiadores no ginásio Capital One Arena, em Washington. No local, o presidente determinou a retirada da nação do Acordo de Paris e a revogação de 78 ações executivas implementadas por Biden. Depois, o republicano partiu para a Casa Branca, onde assinou a maior parte dos documentos.

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