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‘Não há planos de eleições’ presidenciais na Venezuela, diz filho de Maduro

A Constituição estabelece que, diante da ausência temporária do presidente, a vice-presidente assume o poder pelo prazo de 90 dias prorrogáveis.

Redação Jornal de Brasília

27/01/2026 19h59

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Foto por TIMOTHY A. CLARY / AFP

O filho do presidente deposto Nicolás Maduro descartou nesta terça-feira (27) que se declare a “ausência temporária” do líder chavista, após sua captura por parte dos Estados Unidos, um passo necessário para convocar eleições presidenciais na Venezuela.

A Constituição estabelece que, diante da ausência temporária do presidente, a vice-presidente assume o poder pelo prazo de 90 dias prorrogáveis.

Contudo, quando a máxima instância judicial do país emitiu em 3 de janeiro — horas depois da captura de Maduro — a sentença que remeteu o controle do país à então vice-presidente Delcy Rodríguez, ela falou de “ausência forçada”, um termo que não existe na lei.

“O Tribunal Supremo de Justiça não legitima o sequestro e, portanto, não declaramos a ausência temporária […] Aqui não há uma ausência temporária, aqui não há nenhum prazo correndo”, disse à AFP o deputado Nicolás Maduro Guerra ao término de uma sessão parlamentar.

“Não há planos de eleições”, frisou.

Maduro foi capturado por tropas americanas durante uma operação que incluiu bombardeios a Caracas e outras regiões do país. Sua esposa, Cilia Flores, também foi levada. Os dois enfrentam um julgamento em Nova York por tráfico de drogas.

O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela classificou de “sequestro” a captura do presidente, alinhado com o discurso chavista.

© Agence France-Presse

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