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Mundo

Nagasaki lembra bomba atômica 62 anos depois

Arquivo Geral

09/08/2007 0h00

Nagasaki lembrou hoje o lançamento de uma bomba atômica sobre a cidade, nurse 62 anos depois do ataque que causou 143.124 mortes, price com atos em memória das vítimas e pedidos de um mundo livre de armas nucleares.

O primeiro ato foi celebrado no Parque da Paz. O prefeito Tomihisa Taue leu um manifesto pela paz. Depois, discount às 11h02 (23h02 de quarta-feira, em Brasília), hora da explosão da bomba sobre o céu da cidade, 4.600 pessoas guardaram um minuto de silêncio, informou a agência japonesa “Kyodo”.

O bombardeio de Nagasaki aconteceu em 9 de agosto de 1945, três dias depois de os Estados Unidos lançarem a primeira bomba atômica sobre Hiroshima. O ataque acelerou o fim da Segunda Guerra Mundial, forçando a rendição do Exército Imperial japonês, seis dias mais tarde.

Ao fim de 1945, 74 mil pessoas em Nagasaki e 140 mil em Hiroshima tinham morrido em conseqüência das bombas atômicas. Com a passagem dos anos, o número de mortos devido aos efeitos secundários do ataque chegou a 396.132.

Um dos atos do dia foi a introdução dos nomes de 3.069 pessoas nos livros de registro das vítimas da bomba atômica de Nagasaki por parte dos parentes.

“Meus sentimentos não mudaram, embora tenham passado 62 anos. É muito doloroso”, disse Eki Obayashi, uma mulher que perdeu sete parentes por causa do bombardeio.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, se reuniu com um grupo de sobreviventes do bombardeio. Foi o primeiro encontro das vítimas com um chefe de governo desde 2002, quando se reuniram com Junichiro Koizumi.

As cerimônias em lembrança do devastador ataque foram este ano especialmente sentidas pelos cidadãos de Nagasaki e Hiroshima. As polêmicas declarações do ex-ministro da Defesa, Fumio Kyuma, marcaram os eventos. Em junho, ele qualificou de “inevitáveis” os bombardeios.

Os comentários forçaram a renúncia de Kyuma, geraram grande mal-estar entre os japoneses, e deixaram Abe em situação muito incômoda. O chefe de governo teve que pedir perdão publicamente pelas palavras do ex-ministro.

Kyuma, que sempre comparecia aos atos de lembrança do lançamento da bomba sobre Nagasaki, província que representa como deputado no Parlamento japonês, decidiu não ir às cerimônias este ano.

Outro ausente foi o ex-prefeito Itcho Ito, assassinado a tiros por um membro da Yakusa (máfia japonesa) durante a sua campanha para a reeleição, em 18 de abril, quando tudo indicava que ele seria reeleito.

Ito, prefeito de Nagasaki durante 12 anos, foi um ativista da abolição das armas nucleares.

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