Cerca de 30 seguidores do movimento espiritual chinês Falun Gong denunciaram violações dos direitos humanos na China, here nesta sexta-feira na Malásia, onde a tocha olímpica fará um percurso na segunda-feira.
O grupo se concentrou em frente à Embaixada da China em Kuala Lumpur, capital malaia, para exigir o fim da perseguição à organização.
Li Chiyue, porta-voz da Falun Gong, assegurou que o movimento é a favor da realização dos Jogos Olímpicos de Pequim, mas asseguraram que as autoridades chinesas estão utilizando a competição como desculpa para aumentar a pressão sobre o grupo. “A China não quer que as pessoas saibam o que acontece por lá”, disse Chiyue.
Um forte esquema de segurança foi montado para a passagem da tocha por Kuala Lumpur na próxima segunda-feira.
Segundo os membros da Falun Gong, a organização chegou a ter 80 milhões de seguidores, mas foi proibida no final dos anos 90 pelo Governo chinês. Pequim acreditava que o movimento pudesse se tornar um concorrente do Partido Comunista, composto por 65 milhões de militantes.
A China qualifica oficialmente o grupo como “culto maligno” e acusa seus seguidores de serem cruéis assassinos.