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Mundo

Na Espanha, FHC diz que nova arquitetura global está surgindo

Arquivo Geral

13/11/2009 0h00


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse hoje em uma conferência em Madri que o sistema atual está se movimentando em uma direção diferente de tomada de decisões e que, embora não esteja claro o caminho seguido, uma “nova arquitetura global” está sendo criada.

Vários ex-líderes ibero-americanos participaram hoje da Conferência Anual do Clube de Madri e defenderam a reforma das organizações internacionais para enfrentar a crise econômica e se adaptar às mudanças do século XXI.

“É preciso considerar que se a sociedade civil não está presente na tomada de decisões, será difícil se movimentar. O sistema das Nações Unidas tem suas deficiências, mas as novas propostas da ONU sobre gênero ou racismo foram movidas pela sociedade civil”, disse FHC.

O ex-presidente defendeu uma maior presença dos estamentos não-governamentais e opinou que, “apesar de demandar tempo, haverá um processo de ampliação nos modos de decidir no mundo e que, quanto maior e mais democrático for, melhor”.

Já o ex-presidente do Chile Ricardo Lagos afirmou que o G20 (países ricos e principais emergentes) precisa evoluir para adquirir a “legitimidade internacional necessária” e destacou que os líderes mundiais devem considerar que “há certos temas em que é preciso deixar para trás a soberania para ter um conceito global”.

O ex-chefe de Governo espanhol Felipe González, por sua vez, se referiu à necessidade de remodelar esse sistema, mas precisou que o “multilateralismo puro” a que o mundo caminha na atualidade “não pode governar uma crise econômica como esta”.

Sobre a mudança climática, os três ex-líderes disseram se tratar de um tema capital na agenda internacional e, embora tenham assumido que a reunião de Copenhague, de dezembro próximo, não terá um tratado vinculativo, destacaram a incorporação de países como Estados Unidos e China nas negociações.

O ex-presidente do Governo espanhol falou da possibilidade de estabelecer um imposto sobre o CO2 como uma medida eficaz perante os problemas derivados da mudança climática e qualificou de “mentira” a criação de um mercado internacional da energia.

“Se pode fiscalizar cada produto em função da quantidade de CO2 que leve incorporada e, se isso for feito, por razões de competitividade, cada um de nós tentará melhorar a eficiência energética”, propôs.

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