“Nenhuma organização de inteligência do Paquistão é capaz de doutrinar um homem para que se exploda”, afirmou Musharraf em um comparecimento à imprensa estrangeira em Islamabad. Somente “certas pessoas” são doutrináveis e capazes de executar um ataque suicida, acrescentou.
Segundo Musharraf, os que mataram Bhutto “são os mesmos” que nos últimos três meses atentaram em 19 ocasiões contra soldados e agentes de inteligência paquistaneses, por isso considerou uma “brincadeira” acreditar que atentariam contra suas próprias fileiras.
Ao mesmo tempo, o presidente reconheceu que não está “completamente satisfeito” com a investigação realizada pelo Governo e que esta foi a razão pela qual pediu na quarta-feira a ajuda de especialistas britânicos.
Musharraf disse confiar em que a participação da Scotland Yard na investigação acabará com “qualquer suspeita de envolvimento oficial” no atentado.
Ele também negou que o Governo ou suas agências de inteligência tenham tentado “ocultar” o ocorrido a Bhutto, responsabilizando a própria ex-primeira-ministra de sua morte por não ter tomado as medidas de segurança recomendadas a ela.