O Paquistão irá às urnas na primeira semana de janeiro, unhealthy segundo declarou hoje o presidente paquistanês, story general Pervez Musharraf, quem reafirmou que o país vive uma crise legal e política e defendeu trazer “uma democracia real”.
“Eu sou a mesma pessoa de antes; não houve mudanças em mim”, disse Musharraf, em declarações dadas no palácio presidencial diante de um seleto auditório e recolhidas pelo canal de televisão paquistanês “Geo TV”.
“Meu problema não são as críticas; o assunto agora é como será a transição democrática no país”, acrescentou.
Musharraf, que declarou em 3 de novembro deste ano o estado de exceção no Paquistão, se mostrou orgulhoso por ter “tentado trazer uma democracia real para o Paquistão”.
“O único caminho para alcançá-la é dar o poder para o povo; assim o fizemos, e as mulheres têm mais poder do que nunca”, declarou.
Segundo o presidente paquistanês, a “próxima fase” da transição para a democracia iria começar em dois ou três meses a partir de março, mas o processo “descarrilou”.
Com isso, Musharraf se referia à polêmica travada com o ex-presidente do Tribunal Supremo Iftikhar Chaudhry, a quem tentou destituir em março com as acusações de abuso de poder e de conduta inadequada. Mas o magistrado conseguiu se manter no cargo após apresentar um recurso ao Tribunal.
“Havia muitas acusações sérias contra o chefe do Tribunal, o primeiro-ministro me enviou a recusa e eu a fiz chegar ao Conselho Judicial Supremo. Ninguém está acima da lei, o presidente também é responsável perante a nação”, assegurou.
O Tribunal, liderado por Chaudhry, iria dar à época seu veredicto sobre a validade da candidatura de Musharraf a presidente, o que para muitos é a verdadeira razão da declaração do estado de exceção.
“O poder executivo estava sendo paralisado pelo ativismo do Tribunal de apelação. Nestas circunstâncias, foi necessário impor o estado de exceção”, declarou o presidente.
Com um Tribunal Supremo em parte renovado, Musharraf aguarda agora o veredicto sobre sua candidatura, e dá como certo que a decisão estará de acordo com seus interesses, chegando a assegurar que, quando esta for divulgada, fará o juramento presidencial.
Além disso, o presidente paquistanês disse que abandonará seu cargo à frente do Exército, uma das reivindicações da oposição.
Musharraf ordenou hoje uma emenda dos termos do estado de exceção para assegurar que, assim que deixe o Exército, possa declarar o fim do período excepcional, uma prerrogativa reservada até agora ao chefe das Forças Armadas.
As declarações do presidente foram feitas horas antes do fim do mandato do Parlamento e da nomeação de um Governo interino que comandará o Paquistão na época das eleições legislativas.