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Mundo

Mulheres de mais de 30 países encerram cúpula em que pediram respeito aos direitos humanos

Arquivo Geral

17/11/2007 0h00


Mais de 70 mulheres de 30 países encerraram hoje, viagra em Nova York, a primeira Cúpula Internacional de Mulheres Líderes para a Segurança Mundial, organizada pela Fundação Annenberg, o Projeto Casa Branca, o Conselho de Mulheres Líderes do Mundo e o Fórum Intercultural de Mulheres Líderes.

A ex-alta comissária da ONU para os Direitos Humanos e ex-presidente da Irlanda, Mary Robinson, e a ex-primeira-ministra do Canadá Kim Campbell foram as anfitriãs da reunião, da qual também participaram a ex-secretária de Estado dos Estados Unidos Madeleine Albright e a subsecretária-geral da ONU, Asha-Rose Migiro.

“Pedimos aos governos que usem de forma mais eficaz todos os instrumentos que temos em nossas mãos”, como a resolução 1.325 do Conselho Geral da ONU sobre mulher, paz e segurança, para conseguir o cumprimento dos direitos humanos, afirma o documento final da cúpula. A resolução foi adotada há cinco anos pelo principal órgão da ONU.

Eles destacaram que as políticas de segurança “têm que estar firmemente baseadas nos direitos humanos e na lei internacional” e pediram mais apoio às reformas do sistema das Nações Unidas para que a instituição seja a mais forte na defesa dos direitos das mulheres.

As mulheres líderes reconheceram que a economia pode desempenhar um papel fundamental para abordar os problemas relacionados com a insegurança. Durante a reunião de dois dias, elas trataram questões sobre como abordar ameaças globais como o terrorismo, a mudança climática, a insegurança econômica e os abusos dos direitos humanos no mundo, incluindo os crimes contra a humanidade.

As líderes analisaram as maneiras de aumentar o poder das mulheres no mundo, pois, embora sejam a metade da população, seu acesso aos postos de poder político se reduz a uma média de 15%.

Durante a conferência, Migiro destacou a importância de que haja mais mulheres em postos de poder para construir sociedades mais saudáveis, educadas, pacíficas e prósperas. “Estudos após estudos demonstram que, quando as mulheres estão em posições de poder, toda a sociedade se beneficia”, afirmou.

Migiro lembrou que há dois anos, durante a Cúpula Mundial da ONU, as líderes declararam que a igualdade de gênero e o respeito dos direitos humanos eram condições essenciais para conseguir avanços em desenvolvimento, paz e segurança. “Ainda estamos longe de conseguir esta meta”, afirmou.

Ela disse que a plena incorporação da mulher à sociedade começa nas escolas e passa pela independência econômica e sua presença nos órgãos de decisão política.

Migiro destacou que na maioria dos países as mulheres continuam com uma representação pequena nas posições de poder, seu trabalho continua sendo subestimado e há violência contra meninas e mulheres no mundo todo.

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