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Mundo

Mudança climática reaviva oposição leste-oeste no seio da UE

Arquivo Geral

29/10/2009 0h00

A oposição entre Governos do leste e do oeste foi reavivada hoje, dentro da União Europeia (UE), com o debate que os países-membros do bloco tiveram sobre a forma como ficará dividido o financiamento da luta contra a mudança climática.

Fontes informaram que a Presidência rotativa da UE, a cargo da Suécia, decidiu adiar as discussões sobre o tema até amanhã, já que os chefes de Estado e de Governo do bloco não conseguiam avançar na questão.

Nove países do centro e do leste da Europa voltaram a exigir que a UE determine qual será a contribuição de cada nação do bloco e só depois prometa ajudas aos países em desenvolvimento.

França e Alemanha, por outro lado, são contra a UE chegar à cúpula sobre mudança climática de dezembro, que acontecerá em Copenhague (Dinamarca), com compromissos específicos de financiamento.

Por enquanto, de nada serviu a proposta apresentada hoje pela Presidência da UE para permitir um consenso entre as partes.

A Suécia sugeriu uma fórmula para calcular a contribuição de cada país ao financiamento. Mas esta, além de levar em consideração as emissões de gases estufa no mundo todo, se baseia muito no volume liberado pelas nações e dá pouca importância ao Produto Interno Bruto (PIB) delas.

De acordo com essa equação, a UE seria bastante beneficiada, já que sua contribuição se limitaria a aproximadamente 10% do financiamento global. Porém, se o PIB regional tivesse um peso maior, a participação dos países-membros do bloco no financiamento cresceria para 30%.

Diante desse panorama, os países do leste resistem a um cálculo em escala internacional, que, se reproduzido dentro da UE, os prejudicaria.

A Suécia também pediu que seja incluído na declaração final da cúpula da UE que, inicialmente, os países em desenvolvimento precisam de 5 bilhões a 7 bilhões de euros para combater a mudança climática entre 2010 e 2012.

No entanto, o país à frente da Presidência da UE quer que o documento obrigue todos os países do bloco a dar sua contribuição.

Esse ponto também gerou protestos entre os países do leste, que querem que esta contribuição inicial seja voluntária.

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