“Têm (Israel) diante de vocês o modelo de paz do Egito. É preciso que o modelo seja um exemplo para os políticos de Israel e um fator de inspiração para sua postura com os outros países árabes”, disse Mubarak, em declarações publicadas pela agência estatal de notícias “Mena”.
Em entrevista para a revista das Forças Armadas egípcias, cujo novo número sai amanhã, o presidente, no poder desde 1981, se dirige a Israel por causa do aniversário da guerra árabe-israelense de outubro de 1973.
“Se Israel escolher o caminho da paz e responder com boas intenções aos requerimentos da paz, encorajará os árabes a confiar em suas intenções. Esta é a essência da iniciativa de paz árabe”, disse.
Pediu a seu vizinho – com quem mantém há 30 anos uma “paz fria”, após os acordos assinados por seu antecessor, Anwar el-Sadat – para congelar o crescimento de assentamentos judaicos em territórios ocupados e fazer gestos para avançar nas negociações.
“Israel deve escolher com valor entre a paz, a segurança, a estabilidade ou entre a continuação ilegal da ocupação dos territórios palestinos e o se aferrar a posturas que confirmaram que não têm utilidade”, disse.
Mubarak considerou que o único destino da ocupação é “seu desaparecimento” e que a “segurança é construída pela paz e não pela força militar e imposição do fato consumado”.
“A perda de tempo não beneficia ninguém, ao contrário, ameaça trazer consequências imprevisíveis a todos os países e, o primeiro, a Israel”, acrescentou.