< !--StartFragment -- >O Paz Agora, web principal movimento pacifista de Israel, comemora hoje seu 30º aniversário, com um seminário com dirigentes israelenses e palestinos, e a esperança de conseguir uma futura conciliação com todos os vizinhos árabes.
Sob o lema “Há 30 anos conduzindo Israel para a paz”, os ativistas do histórico movimento israelense se reunirão na praça Yitzhak Rabin, em Tel Aviv, e realizarão um seminário no qual será lida uma carta do ex-secretário do movimento palestino Fatah na Cisjordânia Marwan Barghouti, preso em Israel.
Como balanço de seus anos de atividades, a organização diz que desde a sua fundação, “já conseguiu a paz com o Egito, com a Jordânia e o fim dos assentamentos em Gaza”.
“Além disso, a idéia de dois Estados para dois povos foi aceita por todos como a única solução sionista possível”, afirmou.
No seminário desta tarde, participarão dirigentes políticos israelenses como o ex-ministro Yossi Beilin (ex-líder da frente pacifista Meretz) e a atual ministra da Educação, Yuli Tamir, assim como conhecidos professores universitários e jornalistas.
A Autoridade Nacional Palestina (ANP) será representada pelo líder do Fatah Sufian Abu Zaida, e pelo ex-deputado palestino Qadura Fares, que lerá a carta de Barghouti, que cumpre cinco penas de prisão perpétua em uma cadeia de Israel por liderar uma célula palestina que matou cinco israelenses.
“Demos a nossos filhos e aos seus uma vida sem ameaças de guerra e derramamento de sangue”, escreve Barghouti, também ex-chefe do braço armado do Fatah na Cisjordânia, em uma carta cujo conteúdo foi antecipado à imprensa local.
Barghouti, que não descarta a possibilidade de apresentar sua candidatura em uma futura eleição presidencial palestina, parabeniza os ativistas do Paz Agora.
O dirigente palestino, que foi um dos maiores promotores do processo de paz de Oslo e voltou às armas após seu fracasso, defende até hoje a criação de dois Estados para dois povos segundo as fronteiras de 1967, a mesma solução proposta pelo Paz Agora.
A organização foi criada em 1978, com base em uma carta escrita por um grupo de centenas de oficiais do Exército ao então primeiro-ministro israelense, Menachem Begin, na qual questionavam a legalidade e a ética de continuar submetendo um povo, ao invés de oferecer a paz aos vizinhos árabes em troca dos territórios ocupados em 1967.
A carta comoveu Israel porque provinha do coração de sua sociedade, da espinha do Exército e, pela primeira vez, punha a toda prova os ideais do movimento sionista.