Em comunicado divulgado em seu site, Moussavi afirma não considerar que a citada comissão “possa emitir um julgamento justo e imparcial” e insiste em que “a solução mais adequada ao problema é a repetição das eleições”.
“O Conselho de Guardiães, e especialmente a comissão que pretendem criar, não vai oferecer um julgamento justo. Insisto na anulação dos resultados”, afirma o candidato opositor.
O órgão anunciou na sexta-feira que está disposto a formar uma comissão para apurar novamente 10% das urnas na presença de delegados dos três candidatos derrotados.
Os outros dois são o reformista Mehdi Karrubi e o conservador Mohsen Rezaei.
A decisão foi anunciada poucas horas depois de o porta-voz do Conselho de Guardiães, Abbas Ali Kadkhodaei, ter assegurado que as últimas eleições foram “as mais limpas” nos 30 anos de Revolução Islâmica e que não haveria necessidade de repeti-las, como pede a oposição.
Hoje, o Conselho de Discernimento do Irã, órgão presidido pelo ex-presidente Ali Akbar Hashemi Rafsanjani, declarou apoio à formação de uma comissão investigadora para resolver a polêmica envolvendo as eleições do último dia 12.
Hoje, Rezaei expressou sua disposição em participar da citada comissão política caso os outros dois concorrentes derrotados também o façam.
“Acho que a comissão especial pode ser uma boa via de escape para a atual situação, sempre que os representantes dos três candidatos derrotados participem e haja um exame preciso de todas as queixas”, afirmou em carta dirigida ao Conselho de Guardiães.
O site em língua persa “Tabnak”, próximo a Rezaei, afirma que Karrubi também está disposto a participar da comissão.