O candidato pró-reformista à Presidência do Irã, nurse Mir Hussein Moussavi, medicine pediu oficialmente ao Conselho de Guardiães, drugs máximo órgão eleitoral do país, que anule o resultado das eleições presidenciais de sexta-feira, devido às supostas irregularidades cometidas.
Numa carta ao Conselho, também divulgada em seu site, Moussavi diz que “um dos candidatos”, apoiado pelo Ministério do Interior, influenciou no resultado final da disputa.
Segundo os dados da Comissão Eleitoral Nacional, o vencedor do pleito foi o atual presidente, o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad, reeleito com aproximadamente 62% dos votos.
“Levando em conta as dezenas de cartas que minha candidatura enviou a este Conselho em relação aos claros casos de fraude eleitoral cometidos pelo Ministério do Interior e por um dos candidatos, que influenciaram no resultado, as eleições não foram limpas e devem ser canceladas”, escreveu Moussavi.
Assim que os colégios eleitorais fecharam na sexta-feira, Moussavi se declarou vencedor das eleições. No mesmo dia, ele também denunciou vários casos de fraude no pleito. Hoje, na carta ao Conselho de Guardiães, o candidato voltou a citar algumas dessas irregularidades.
“Os governadores provinciais não entregaram a tempo as credenciais para os interventores dos candidatos reformistas e divulgaram os primeiros resultados antes do fechamento de todas as urnas, o que é contra a lei”, afirma a nota.
O Ministério do Interior admitiu que Moussavi foi o candidato mais votado em Teerã, mas destacou que a vitória de Ahmadinejad foi garantida nas áreas rurais e mais pobres.
O opositor também repetiu os argumentos de que faltaram cédulas em alguns colégios, especialmente nas cidades, e de que a televisão pública favoreceu a candidatura de Ahmadinejad.
“No tempo extra que a televisão deu a ele, Ahmadinejad anunciou sua vitória e previu os distúrbios. Além disso, utilizou-o para denunciar que seus advesários tentavam conspirar contra o sistema”, acrescentou.
Outro pedido de Moussavi foi para que seus eleitores, nas ruas desde o fim das eleições, tenham calma.