“Estabelecemos uma data para a tomada de decisões sobre a entrega de combustível que precisamos para o reator”, afirmou o chefe da diplomacia iraniana em entrevista coletiva com seu colega somali, Ali Ahmed Jama, de visita em Teerã.
“Se dentro desse prazo não houver uma resposta sobre a compra ou a troca, o Irã produzirá seu próprio combustível”, acrescentou Mottaki, à “PressTV”.
Rússia, França e os Estados Unidos ofereceram um acordo ao Irã para que enviasse seu urânio enriquecido em 3,5% ao exterior, e o resgatasse depois enriquecido a 19,5%, nas condições que precisa para alimentar o reator.
O Irã rejeitou o acordo e exigiu uma série de garantias e ofereceu algumas alternativas.
Grande parte da comunidade internacional, liderada pelos Estados Unidos, acusa ao Irã de ocultar, sob um programa nuclear civil, outro de natureza clandestina com o objetivo de armamento nuclear, alegação que Teerã rejeita.
Washington exigiu ao regime iraniano uma resposta antes do final de ano, e advertiu que poderia receber sanções mais duras.
O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, detalhou hoje que a oferta de troca de combustível nuclear com a Turquia é “uma oportunidade” que o Irã oferece ao Ocidente, embora ainda necessite ser concretizada.
“As palavras de Mottaki (na quinta-feira passada) são a repetição da mesma postura anunciada em reiteradas ocasiões no passado”, insistiu.
Mehmanparast ressaltou que a compra de combustível para o reator nuclear civil de Teerã é “um direito” do país e que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) deve cumprir as obrigações.
“Se existe um prazo fixado, é para a outra parte, que deve responder às nossas propostas”, sentenciou.