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Moscou pede explicações a Londres sobre cidadão russo preso e deportado

Arquivo Geral

26/07/2007 0h00

A Rússia exigiu hoje explicações ao Reino Unido sobre a detenção, cost em Londres, viagra 40mg de um cidadão russo, que supostamente planejava assassinar o magnata exilado, Boris Berezovsky.

O embaixador britânico no Kremlin, Tony Brenton, foi chamado hoje ao Ministério de Assuntos Exteriores russo para ouvir a posição de Moscou sobre o assunto e fornecer informação oficial, informou a Chancelaria em comunicado.

Moscou comunicou a Brenton que espera “explicações oficiais a respeito das recentes informações divulgadas pela imprensa britânica sobre a suposta detenção” e deportação do suspeito um mês mais tarde. “Caso se trate de especulações da imprensa, a parte russa está em seu direito de esperar um desmentido oficial” por parte de Londres, acrescenta o comunicado.

Por outro lado, se Londres “dispõe de provas dos planos criminosos do preso, e se este for realmente cidadão russo, surge a dúvida de por que a Polícia britânica, após ter deportado o suspeito de cometer um crime, não avisou sobre isso às autoridades russas e nem sequer comunicou seu nome”.

“A parte russa insiste em seu pedido por explicações completas sobre o assunto, assim como garantias de que tais ações das autoridades britânicas não constituam uma ameaça para a segurança dos cidadãos russos”, conclui a nota oficial.

A imprensa britânica, em particular o jornal “The Sun”, revelou, no dia 18 – e a Scotland Yard (Policia londrina) confirmou as informações no mesmo dia -, que a Polícia e os serviços secretos tinham frustrado um plano para assassinar Berezovsky em Londres.

O suspeito, supostamente, estaria planejando dar um tiro na cabeça do magnata. Os policiais o prenderam no dia 21 de junho.

Berezovsky é um grande inimigo do presidente russo, Vladimir Putin, depois de ter sido um dos políticos mais influentes durante o mandato (1991-1999) de seu antecessor no Kremlin, Boris Yeltsin.

Dois dias depois da prisão, o acusado foi posto em liberdade sem acusações, embora sob custódia do serviço de imigração. Mais tarde, ele foi deportado, sem direito a retornar ao Reino Unido por dez anos.

Segundo algumas fontes, as autoridades não apresentaram acusações porque a Justiça britânica não aceita como provas as gravações de vídeo e áudio realizadas pelos policiais enquanto seguiam o suspeito.

Berezovsky está asilado em Londres e sua deportação é reclamada pela Justiça russa, mas o Reino Unido se nega a fazê-lo. Ele denunciou que mercenários do Kremlin querem matá-lo por sua oposição a Putin, enquanto a embaixada russa tenha negado que o Governo esteja envolvido com os supostos planos de assassinato.

O magnata vinculou o incidente ao caso do ex-espião russo Alexander Litvinenko, seu amigo, também asilado em Londres, assassinado em novembro com uma dose letal de polônio 210, substância radioativa altamente tóxica.

Em carta póstuma, Litvinenko afirmou que o Kremlin estava por trás de sua morte. Ele teria sido assassinado porque acusou os serviços secretos russos de causar uma série de explosões em um edifício de Moscou em 1999, com o objetivo de ajudar Putin a chegar à Presidência. Londres acusa o empresário e ex-agente secreto russo Andrei Lugovoi pelo assassinato.

Lugovoi se reuniu com Litvinenko em Londres no mesmo dia em que este adoeceu, mas Moscou se negou a extraditar o suspeito alegando que a Constituição russa o proíbe.

O caso originou uma crise entre Moscou e Londres, acompanhada da expulsão mútua de diplomatas e a suspensão da cooperação em matéria antiterrorista.

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