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Mortos em atentado contra caravana de Bhutto chegam a 139

Arquivo Geral

19/10/2007 0h00

Os mortos no atentado de ontem à noite, for sale em Karachi, medicine contra a comitiva da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, hospital são pelo menos 139, um número que pode aumentar, já que entre os mais de 500 feridos há muitos em estado grave, informou o governador da região de Sindh.

Os hospitais de Karachi estão lotados e os serviços de emergência “estão em alerta”, disse o governador Ishratul Ebad Khan. Ele informou que há cerca de 500 feridos, vários em estado crítico. Mas nas últimas horas “cerca de 150 pessoas com ferimentos menores receberam alta”, acrescentou.

As autoridades de Karachi, a cidade mais povoada do país, declararam o alerta. “Acompanharemos a situação muito de perto o dia todo”, disse Ebad Khan aos jornalistas.

Os mortos são em sua maioria pessoas que davam as boas-vindas à ex-primeira-ministra, que saiu ilesa, e agentes de segurança que acompanhavam a comitiva.

Segundo o Governo regional de Sindh, entre os mortos há pelo menos 30 membros das forças de segurança.

A ex-primeira-ministra se deslocava do aeroporto de Karachi, ao qual chegou ontem após um exílio de oito anos e meio, até o mausoléu de Mohamad Ali Jinah, o pai da pátria paquistanesa. O seu discurso foi cancelado.

As duas explosões aconteceram muito perto do veículo de Bhutto. No momento do atentado, a ex-governante descansava na parte inferior do veículo, que é blindada. Após o ataque, ele foi levada para a sua casa em Karachi, a Bilawal.

As autoridades elaboram um novo plano de segurança para Bhutto, disse o porta-voz do Ministério do Interior, Javed Iqbal Cheema.

Segundo fontes policiais citadas pela emissora “Geo TV”, as provas recolhidas no local mostram que pelo menos uma das explosões foi detonada por um suicida.

O presidente do Paquistão, general Pervez Musharraf, condenou o atentado.

As autoridades paquistanesas tinham postado em Karachi 20 mil agentes para garantir a segurança de Bhutto. Ela havia recebido ameaças de extremistas da região tribal do Waziristão e de grupos vinculados à Al Qaeda.

Em Karachi, Bhutto declarou por telefone ao canal de televisão “ARY” que não se deixaria “intimidar” pelas ameaças dos extremistas islâmicos que “estão tentando se apoderar” do Paquistão.

O marido de Bhutto, Asif Ali Zardari, citado pela imprensa paquistanesa, disse em Dubai que “o Governo deve ser considerado responsável” por não ter tomado as medidas de segurança necessárias para evitar o atentado.

O Governo americano condenou o atentado, cujos responsáveis só tentam “espalhar o medo e limitar as liberdades”. “Os Estados Unidos apóiam o povo paquistanês na eliminação das ameaças do terrorismo, e na construção de uma sociedade aberta, democrática e pacífica”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Tom Casey.

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