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Mortes decorrentes do furacão "Noel" chegam a 147 na ilha Hispaniola

Arquivo Geral

05/11/2007 0h00

As mortes causadas pela passagem do furacão “Noel” pela República Dominicana e o Haiti chegaram a 147, stuff enquanto os desaparecidos já somam 65 no total dos dois países, discount segundo o último balanço divulgado hoje pelas autoridades.

A situação na ilha caribenha de Hispaniola, onde ficam a República Dominicana e o Haiti, continua sendo dramática, apesar dos esforços locais e da ajuda internacional que tem sido sentida com maior intensidade na parte dominicana.

O relatório divulgado hoje pela Defesa Civil do Haiti indicou que o número de mortos subiu para 62, enquanto na República Dominicana essa contagem se manteve pelo segundo dia em 85.

As autoridades haitianas informaram que do total de mortes, 29 ocorreram na zona oeste do país, que inclui a capital Porto Príncipe, e que outras 13 foram registradas no sul.

Além disso, alertaram sobre novas áreas inundadas, como a região conhecida como Tiburón, na parte sul, e Arcahaie, ao norte da capital.

A Defesa Civil acrescentou que o número provisório de casas afetadas é de 8.735, com 1.900 delas completamente destruídas. Os relatórios informaram que mais de 14 mil pessoas se encontram em abrigos provisórios.

Segundo fontes oficiais, o Governo do Canadá anunciou uma ajuda de US$ 553 mil para atender às vítimas do “Noel” em território haitiano.

O panorama dominicano não é menos desolador, pois a tempestade deixou quase 70 mil desabrigados, além de 48 desaparecidos e 137 comunidades incomunicáveis, entre elas a província de San José de Ocoa (sul), onde alimentos e combustíveis tornaram-se escassos.

Uma das regiões mais afetadas é a do baixo Yuna, uma ampla faixa agrícola localizada no nordeste do país e que está sob as águas desde a última segunda-feira. Plantações inteiras de arroz, banana e abacate foram perdidas.

O relatório meteorológico oficial previu a ocorrência de chuvas durante as próximas 24 ou 36 horas nas regiões norte, nordeste, sudeste e fronteiriças da República Dominicana.

O presidente dominicano, Leonel Fernández, afirmou que o Governo “proibirá taxativamente” a construção de casas em locais de alto risco em todo o país e pediu aos cidadãos que acreditem que a situação vai melhorar nos próximos dias.

Um relatório do Comitê Nacional de Emergências (COE) divulgado hoje informou que cerca de 70% das mortes decorrentes do furacão ocorreram em várias comunidades rurais da província de San Cristóbal (sul), situada cerca de 30 quilômetros a oeste de Santo Domingo.

O organismo assegurou que 4.406 pessoas foram resgatadas e manteve alerta vermelho a apenas 11 províncias das 32 que compõem o país.

Informações da imprensa local dão conta de que foram registradas novas inundações nos povoados de Palo Verde e Castañuelas em Montecristi (noroeste), fronteiriços com o Haiti, onde teriam sido danificadas 600 casas diante do transbordamento do rio Guayubín, afluente do Yaque del Norte, o principal do país.

O Governo dominicano anunciou que destinará 1,2 bilhão de pesos (cerca de US$ 36,3 milhões) para reconstruir as estradas e pontes destruídas pelo fenômeno, e outros 700 milhões de pesos (US$ 21,1 milhões) para a reparação de represas e hidrelétricas.

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