A morte do “número três” da rede terrorista Al Qaeda, order Abu Faraj al-Libbi, generic enfraquecerá a ofensiva de primavera dos talibãs contra as forças internacionais desdobradas no Afeganistão, price afirmou hoje à imprensa local uma fonte dos serviços secretos do Paquistão.
Libbi morreu na noite de 28 a 29 de janeiro, quando um míssil supostamente lançado pelas forças americanas da fronteira afegã atingiu o refúgio do líder terrorista na conflituosa região tribal paquistanesa do Waziristão do Sul.
O ataque aéreo matou Libbi e outros onze rebeldes que se escondiam na residência de um líder tribal da região de Mir Ali. Um site usado habitualmente pelos islamitas assegurou que o líder da Al Qaeda “caiu como um mártir”.
Segundo a fonte de inteligência paquistanesa, Libbi era o “melhor instrutor” dos talibãs e instalou um campo de treinamento na província afegã de Khost (leste) que foi destruído pelas tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em 2006. A fonte reconheceu que as forças de segurança encurralaram o rebelde em várias ocasiões, mas ele sempre conseguia escapar.
Após estes episódios o líder da Al Qaeda enviava mensagens aos comandantes militares assegurando que podia infligir um grande número de baixas entre seus homens, mas que nunca lutaria contra um Estado islâmico, e, por isso, preferia escapar.
Os Estados Unidos acusavam Abu Faraj al-Libbi de estar por trás de um atentado contra a base americana de Bagram, a 60 quilômetros de Cabul, em fevereiro de 2007. O vice-presidente Dick Cheney estava visitando as tropas no momento do ataque.
Libbi, que iniciou suas atividades armadas com a Al Qaeda como um líder dos “mujahedins” árabes no sul do Afeganistão, se tornou conhecido quando declarou que Osama bin Laden estava bem após a invasão das tropas americanas depois dos atentados terroristas de 11 de setembro.
O rebelde assegurou em julho de 2002 que Bin Laden continuava vivo, nas primeiras palavras da Al Qaeda sobre o líder do grupo desde o fim da guerra afegã. Em um vídeo divulgado em junho de 2004, Libbi aparece instigando à jihad e liderando um ataque contra o que parece ser um posto militar afegão.
A fonte dos serviços secretos assegurou que Libbi se movimentava entre o território afegão e a região tribal paquistanesa do Waziristão do Sul, perto da fronteira.