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Mundo

Morte de Diana poderia ter sido evitada, segundo depoimento

Arquivo Geral

22/11/2007 0h00

A morte de Diana poderia ter sido evitada se a Polícia francesa soubesse da presença da princesa em Paris na noite de 31 de agosto de 1997, thumb quando ocorreu o acidente que provocou sua morte.

Keith Moss, stomach que na ocasião era cônsul-geral britânico em Paris e hoje prestou depoimento ao juiz responsável pelas investigações sobre a morte de Lady Di, dosage se referiu assim a uma conversa mantida com um homem que assegurou pertencer ao equivalente francês do Grupo de Proteção Diplomática (DPG, na sigla em inglês) da Scotland Yard.

Segundo Moss, essa pessoa, de quem disse não saber o nome, indicou que, se soubesse que a ex-esposa do príncipe Charles estava na França, esse corpo policial teria efetuado uma operação de segurança secreta com a qual, talvez, a tragédia pudesse ser evitada.

Moss afirmou que os diplomatas britânicos em Paris não foram notificados sobre a presença de Diana na capital francesa até depois do acidente.

O diplomata britânico afirmou que, após o ocorrido, se deslocou ao hospital Pitie-Salpetriere para coordenar a resposta consular do Reino Unido, enquanto os médicos tratavam de salvar a vida da princesa.

Depois que os médicos informaram sobre o falecimento de Lady Di, foi ele quem deu a notícia às autoridades do Reino Unido. Moss foi o encarregado também de controlar o acesso ao quarto para onde foi levado o corpo de Diana.

O diplomata britânico contou que esse homem, que se apresentou na ocasião como agente da Polícia especial francesa, se aproximou enquanto Moss controlava o acesso ao quarto de Diana.

“Descreveu-se como membro do equivalente francês do Grupo de Proteção Diplomática do Reino Unido. Chegou a mim, se apresentou e me perguntou se nós sabíamos que a princesa se encontrava na França e questionou que, se isso fosse verdade, por que sua equipe não havia sido informada”, explicou Moss.

Esse agente assegurou que eles poderiam ter promovido “uma operação de vigilância secreta” durante a estadia de Diana na capital francesa.

Michael Mansfield – advogado que representa Mohamed al-Fayed, pai de Dodi, o último companheiro de Diana e que também morreu no acidente – perguntou a Moss se esse homem insinuou que o ocorrido poderia ter sido evitado se ficasse claro que Diana estava em Paris.

“Se soubessem e tivessem realizado tarefas de vigilância, embora estas tivessem sido secretas, disse algo que sugerisse que o incidente poderia ter sido evitado, disse isso?”, perguntou Mansfield, para logo depois ouvir de Moss, que, “por dedução, isso foi o que disse, sim”.

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