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Mundo

Morte de Bhutto deixa pré-candidatos à Presidência dos EUA indignados

Arquivo Geral

27/12/2007 0h00

O assassinato da ex-primeira-ministra paquistanesa e líder opositora Benazir Bhutto causou hoje indignação e preocupação entre os pré-candidatos à Presidência dos Estados Unidos.

A democrata Hillary Clinton, dosage que classificou o ataque como “uma tragédia”, medical se disse indignada e triste com a morte de Bhutto, doctor a quem se referiu como uma líder “de enorme coragem política e pessoal”.

“A preocupação de Bhutto com seu país e sua família impulsionou-a a arriscar sua vida pelo povo do Paquistão”, disse Hillary.

A ex-primeira-dama dos EUA também declarou que Bhutto havia retornado “ao Paquistão para lutar pela democracia, apesar das ameaças e dos atentados anteriores contra sua vida”.

“Agora, ela fez seu último sacrifício”, acrescentou a senadora por Nova York, segundo quem a morte da paquistanesa representa “uma tragédia para o seu país e um lembrete terrível do trabalho que é preciso ser feito para que haja paz, estabilidade e esperança em regiões do mundo paralisadas pelo medo, o ódio e a violência”.

Bill Richardson, governador do Novo México e outro dos pré-candidatos democratas à Presidência, também disse que Bhutto “foi uma mulher corajosa”. Mas, à sua manifestação de pesar, acrescentou um pedido para que o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, renuncie.

“Devemos usar nossa influência diplomática para forçar os inimigos da democracia a cederem”, acrescentou.

Segundo Richardson, “o presidente (George W.) Bush deve insistir para que Musharraf renuncie e seja formado imediatamente um Governo de coalizão amplo, que agrupe todos os partidos democráticos”.

“Até que isto ocorra, deveríamos suspender a ajuda militar ao Governo do Paquistão”, declarou Richardson, que ressaltou que o país asiático precisa de “eleições limpas e livres tão logo seja possível”.

Já Barack Obama, outro pré-candidato democrata e senador por Illinois, disse que Bhutto “foi uma respeitada e persistente promotora das aspirações democráticas do povo paquistanês”.

“Unimo-nos no luto por sua morte ao mesmo tempo em que apoiamos a busca pela democracia”.

No lado republicano, o senador John McCain (Arizona), que também pretende disputar a Presidência americana, descreveu Bhutto como “uma mulher notável, uma pessoa que pagou o preço mais alto por seu apego à moderação e sua rejeição ao extremismo”.

“A morte de Benazir Bhutto mostra, mais uma vez, os perigos graves que enfrentamos, sobretudo em países como o Paquistão, onde as forças da moderação estão emboladas numa batalha feroz contra o extremismo islâmico violento”, acrescentou McCain.

O ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, um dos pré-candidatos republicanos, afirmou: “É preciso levar à Justiça os assassinos de Bhutto, e o Paquistão deve seguir seu caminho de retorno à democracia e ao império da lei”.

“A morte de Bhutto nos lembra que o terrorismo, em qualquer parte, seja em Nova York, Londres, Tel Aviv ou Rawalpindi, é um inimigo da liberdade”, acrescentou Giuliani.

“Devemos redobrar nossos esforços para ganhar a guerra que o terrorismo nos impôs”, complementou.

O ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, que vai tentar representar os republicanos na corrida eleitoral, destacou a necessidade de os EUA e “outras nações civilizadas do Ocidente e do mundo muçulmano” se unirem “em apoio aos líderes e povos islâmicos moderados, para ajudá-los em seu combate à violência e ao extremismo”.

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