A senadora morreu em sua casa de Nova Délhi enquanto dormia, após ter sofrido com febre e problemas gástricos nos últimos dias.
Deshpande optou pelo celibato e dedicou sua vida a promover a ideologia de Gandhi, e a lutar pelos direitos dos pobres e das castas baixas na Índia, o que lhe valeu várias condecorações civis na Índia e menções para obter o Prêmio Nobel.
Inspirada pelas iniciativas de Gandhi durante o movimento de independência, em 1952 Deshpande percorreu 40.000 quilômetros para promover uma das idéias-chave do movimento do pacifista, a “auto-suficiência” do povo.
Durante esta marcha, conseguiu reunir milhares de acres de terra doada por seguidores de Gandhi, e os distribuiu entre os pobres e os camponeses sem-terra.
Já como membro do Parlamento, Deshpande trabalhou para estabelecer a paz entre Índia e Paquistão, dois países que mantêm conflitos fronteiriços desde a independência e partilha, em 1947.
Tanto o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, como a presidente do país, Pratibha Patil, expressaram suas condolências pela morte de Deshpande.
Singh qualificou a senadora como uma “verdadeira seguidora de Gandhi”, que tentou criar uma sociedade baseada na “simplicidade, na decência e na honestidade”.