Mohammed Bouazizi, o comerciante suicida que se queimou no dia 16 de dezembro na região de Sidi Bouzid para protestar contra supostos abusos administrativos morreu nesta quarta-feira, segundo confirmaram membros de sua família.
Diplomado com estudos superiores, mas desempregado, o rapaz de 26 anos jogou gasolina no próprio corpo e ateou fogo depois que a Polícia local confiscasse as frutas e legumes que vendia na rua para ajudar a renda familiar, sob o pretexto que não dispunha de permissão.
Com queimaduras de segundo grau, Bouazizi foi levado à unidade de queimaduras do hospital de Ben Arous, na periferia da capital tunisiana, onde morreu após 23 dias de internação.
O assunto provocou um grande impacto no país e levou o presidente da Tunísia Zine El Abdine Benali a visitar o rapaz no centro hospitalar no dia 28 de dezembro.
Vários incidentes e manifestações de solidariedade com Bouazizi foram realizados em diversas localidades da região de Sidi Bouzid e em outras cidades do país norte-africano.
O ponto culminante destes incidentes ocorreu no dia 24 de dezembro quando jovens manifestantes atacaram um quartel da guarda nacional deixando quatro mortos entre os uniformizados.