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Mundo

Morales reunirá militares e indígenas contra oposição

Arquivo Geral

26/07/2007 0h00

O Governo do presidente da Bolívia, look Evo Morales, reunirá um desfile militar e uma manifestação indígena no aniversário das Forças Armadas, dia 7 de agosto, na cidade de Santa Cruz, onde enfrenta uma forte oposição.

O porta-voz presidencial, Alex Contreras, confirmou hoje em entrevista coletiva a realização da festa pela primeira vez em Santa Cruz, no leste do país.

“A manifestação dos povos indígenas não tem nenhum objetivo de ameaça, de amedrontamento, de desafio, sobretudo ao povo de Santa Cruz”, disse Contreras.

O departamento de Santa Cruz tem como governador o opositor Rubén Costas. Também é sede dos movimentos cívicos e empresariais contrários ao Governo Morales. Além disso, lidera a reivindicação de um regime autônomo, em aliança com as regiões de Tarija, Beni e Pando.

O porta-voz comentou que Santa Cruz verá uma réplica da manifestação de militares e de indígenas de 7 de agosto do ano passado em Sucre, após a instalação da Assembléia Constituinte.

Contreras ressaltou que “a mensagem central não é de ameaça, mas de unidade e de inclusão” e convidou as organizações de Santa Cruz a aderir à mobilização.

Aimaras, quíchuas, guaranis e membros de outros dos 36 povos indígenas da Bolívia participarão do ato.

O comandante das Forças Armadas, general Wilfredo Vargas, concordou que a celebração programada “não deve ser vista como um confronto”.

“Temos certeza de que a sociedade de Santa Cruz é cívica, tem seus antecedentes de patriotas e a situação vai ser normal”, disse Vargas.

“Não há justificativa para se opor a uma mostra de diversidade cultural e presença da unidade da pátria. É preciso deixar de lado discursos intransigentes, racistas e separatistas”, disse o vice-presidente, Álvaro García Linera.

Já o vice-presidente do comitê cívico de Santa Cruz, Roberto Gutiérrez, disse ao jornal “El Deber” que não se opõe à parada no aeroporto militar da cidade. Mas ressaltou que existem “suscetibilidades” na região pela presença de indígenas e camponeses do planalto.

“Santa Cruz também tem indígenas e sindicatos que podem participar do desfile, sem necessidade de trazer gente de outras regiões. Parece uma atitude provocadora e irresponsável do Governo”, avaliou Gutiérrez. 

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