O presidente da Bolívia, stomach Evo Morales, afirmou hoje que quer assinar um “Tratado de Comércio dos Povos” (TCP) com os Estados Unidos, em lugar de um de livre-comércio, no marco “das novas relações de respeito mútuo” que ambos os países tentam construir.
Morales declarou que com um convênio desse tipo, similar aos que tem assinados com Venezuela e Cuba, a Bolívia quer “sentar uma nova forma de relações, de comércio justo” com o Governo de Washington.
O TCP, em vez de um Tratado de Livre-Comércio (TLC), “não é simples de negociar e resolver rapidamente”, acrescentou.
O líder boliviano rejeitou sempre qualquer possibilidade de negociar acordos de livre-comércio com os EUA e a União Europeia (UE), ao considerar que não são benéficos para um “comércio justo”.
Morales também confirmou hoje que uma delegação de seu Governo viajará aos EUA no final de junho para solicitar a restituição das preferências da Lei de Preferências Tarifárias Andinas (ATPDEA, na sigla em inglês), que o anterior Governo desse país, presidido por George W. Bush, suspendeu La Paz em dezembro do ano passado no meio de conflitos diplomáticos.
Morales lembrou que esta visita corresponderá àquela feita pela delegação americana liderada pelo então secretário de Estado adjunto dos EUA para a América Latina, Thomas Shannon, à Bolívia em maio para fixar as bases de um diálogo destinadas a melhorar as deterioradas relações bilaterais.
O Governo da Bolívia admitiu na quinta-feira pela primeira vez sua preocupação com o efeito da suspensão da ATPDEA no setor exportador, e assegurou que negocia com os EUA para conseguir a reposição destes benefícios tarifários.