O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou hoje que se os Estados Unidos quisessem, poderiam acabar com a “ditadura” em Honduras “em menos de 12 horas”.
Morales também disse ter dúvidas sobre as intenções de seu colega americano, Barack Obama, para pôr fim à crise no país centro-americano.
“Até onde será certa a mensagem do presidente Obama”, afirmou Morales em um ato público na cidade de Cochabamba, ao dizer que a estrutura implantada pelos EUA na região por meio de bases militares “garante um golpe de Estado”.
Para o presidente boliviano, “se companheiros que pegassem em armas pelas transformações sociais tivessem tomado o Governo de direita em Honduras”, as bases militares dos EUA teriam acabado com “esses guerrilheiros”.
No entanto, segundo Morales, “como a direita dá um golpe de Estado a um membro da Alba (Aliança Bolivariana para as Américas), a respeitam e cuidam”, em referência ao governante de fato de Honduras, Roberto Micheletti.
Manuel Zelaya foi derrubado da Presidência de Honduras e expulso do país em 28 de junho. No mesmo dia, o Congresso nomeou Micheletti, até então presidente do Legislativo, para o posto.
Em 21 de setembro, Zelaya retornou a Tegucigalpa e, desde então, está refugiado na Embaixada do Brasil em Honduras.