Morales, que chegou esta madrugada a Quito, participou hoje das comemorações pelos 187 anos da independência do Equador, ao lado do chefe de Estado equatoriano, Rafael Correa, e do seu colega venezuelano, Hugo Chávez.
“Os separatistas devem ser julgados pela Justiça militar”, afirmou o boliviano numa entrevista coletiva, concedida antes de seu retorno a La Paz.
O presidente disse ainda que, por ser ano eleitoral na Bolívia, os opositores tentarão fazer algo contra seu Governo.
Depois de derrotada nas urnas, sobretudo no referendo revogatório, a oposição boliviana “agora organiza magnicídios” e promove o “separatismo mediante o terrorismo”, disse o chefe de Estado.
“Felizmente”, acrescentou Morales, “há uma grande unidade dos trabalhadores do campo e da cidade”, que ficou evidente nas manifestações camponesas até La Paz e nos protestos marcados por greves de fome.
O governante disse ainda que, ao ouvir o povo, as pessoas sugeriram que “os separatistas sejam julgados pela Justiça militar”.
“Surpreendeu-me essa decisão do povo, que nunca tinha pensado na Justiça militar” na hora de ver os “traidores da Pátria” serem punidos.
Essa iniciativa e outras serão analisadas durante uma reunião que Morales pretende ter amanhã, em Chuquisaca.