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Mundo

Morales diz durante Cúpula do Mercosul que racismo continua forte na Bolívia

Arquivo Geral

18/12/2007 0h00

O presidente da Bolívia, what is ed Evo Morales, afirmou hoje que “continua havendo racismo” em seu país e é “muito forte”, como forma de justificar os conflitos políticos e sociais que atingem algumas zonas bolivianas e que seu Governo enfrenta.

“Não sabia que a política é tão suja”, disse Morales, em discurso durante a cúpula de chefes de Estado dos países do Mercosul realizado em Montevidéu.

“Todos sabem que minha origem é da luta como dirigente sindical e pela defesa dos direitos dos pobres e indígenas do meu país, e hoje, mais do que nunca, reivindico essas idéias e posturas”, acrescentou.

“Antes, me acusaram de terrorista e de narcotraficante. Agora que cheguei à Presidência, me acusam de ditador”, disse.

No entanto, disse, essas acusações “se devem à sujeira da política e à postura de meu Governo a favor dos pobres”.

“Em meu país, já me disseram que só os pobres podem tratar dos problemas dos pobres e, como essa é minha origem, acho que estou em condições de ajudá-los”, disse.

“Há grupos que impulsionam e praticam o racismo, que falam de maneira depreciativa dos índios e se opõem de maneira sistemática a nosso Governo”, afirmou.

“Como presidente boliviano, é meu dever governar para todo meu povo, mas está claro que os pobres são os mais necessitados. Eu cheguei à Presidência com o apoio dos mais humildes do meu país e não me esqueci disso”, acrescentou.

Segundo Morales, “há grupos de empresários que apóiam o Governo, mas recebem pressões e são intimidados para que mudem sua atitude”.

“Se não resolvermos o problema social dos camponeses e indígenas na Bolívia, não serão resolvidos os problemas econômicos e de desenvolvimento do país”, afirmou o presidente.

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