Durante um evento na região de Cochabamba (centro), Morales disse que, historicamente, os “índios e negros foram os mais marginalizados”, apesar de que agora “um índio é presidente” graças ao apoio da população de seu país.
“O povo americano põe um negro como presidente e não posso entender como um excluído negro pode excluir um índio excluído. Que fique para a história e os povos nos julgarão, mas isso não me assusta e nos fortalece”, disse o presidente boliviano.
Obama promulgou na segunda-feira a extensão por um ano da lei de erradicação da droga e promoção do comércio nos Andes (ATPDEA, na sigla em inglês) para Peru, Colômbia e Equador.
Mais uma vez, os EUA excluíram a Bolívia da lista de beneficiados pela lei, como aconteceu há um ano, quando a Administração de George W. Bush argumentou que o país andino não contribuía de maneira adequada à luta contra o tráfico de drogas.
Morales disse que a decisão de Obama é uma “vingança política” e lamentou que países como os EUA ainda “não queiram entender” as políticas de seu Governo.
“Se ele (Obama) quer excluir, que continue nos excluindo, isso não interessa. Seguramente quer nos amedrontar, intimidar, assustar”, ressaltou.