Em discurso na cidade de Yaucuíba, no sul do país, Morales censurou as políticas internacionais de intervenção e disse que o comitê organizador do Nobel deve estar “decepcionado” com Obama pelo aumento do número de militares americanos nesses países.
“Não é possível que, tendo o prêmio Nobel da Paz, ele envie mais tropas ao Iraque ou ao Afeganistão”, afirmou, em referência ao presidente americano.
Além disso, Morales assegurou que a distinção tem como objetivo “garantir a paz social”, e que a paz social não pode ser obtida com mais militares.
“Se queremos garantir a integração, é de forma livre, sem militares. No caso da democracia, isso não se dá com intervenção estrangeira no plano econômico ou político”, concluiu.
O anúncio do Nobel a Obama, no último dia 9 em Oslo, provocou muitas críticas em alguns setores, que consideram que o presidente americano não teve méritos para recebê-lo.