O presidente da Bolívia, store Evo Morales, more about acusou hoje a Embaixada dos Estados Unidos no país sul-americano de ingerência na Corte Nacional Eleitoral (CNE) para prejudicá-lo. Morales fez a acusação durante o ato de inauguração de um novo período de gestão da CNE, sildenafil no qual o presidente em fim de mandato da entidade, Salvador Romero, divulgou um relatório de seu trabalho desde que foi nomeado líder do órgão em 2003.
No ato, que contou com a presença de vários diplomatas, entre eles o embaixador dos EUA, Philip Goldberg, o governante disse que o órgão diplomático americano influiu na decisão da CNE de não reconhecer de forma jurídica o nome de uma legenda que ele liderava.
Morales tomou emprestada em 1999 a sigla do Movimento Ao Socialismo (MAS), seu atual partido, de outra força boliviana, depois de não ter conseguido inscrever na CNE o partido Instrumento Político pela Soberania dos Povos (IPSP), que fundou com o objetivo de participar das eleições.
“De onde vem a exceção? Da Embaixada dos Estados Unidos”, disse hoje o governante, em discurso na sede da Corte Eleitoral. A respeito, Goldberg afirmou que desconhecia sobre o que falava realmente Morales, já que seu país “sempre” apoiou “a democracia” dos bolivianos.
O diplomata lamentou o novo “ataque” contra seu país, e reiterou que sua embaixada nunca teve “nenhuma” influência na CNE e que seu apoio em matéria técnica ao órgão foi “transparente” e “honesto”.
Em seu discurso, Morales também insinuou que o presidente da CNE, Salvador Romero, atuou sem “ética” profissional porque como docente universitário criticou seu Governo quando, ao mesmo tempo, era autoridade eleitoral. “Falar contra Evo Morales, contra o Governo. Isso não se faz”, ironizou o presidente.
Romero, que não quis comentar as críticas de Morales, deixou a presidência da instituição, na qual hoje assumiu como novo integrante o jornalista José Luis Exeni, que deve ocupar o posto de Romero.
A CNE deve organizar este ano três referendos: um sobre o mandato de Morales e dos nove governadores regionais do país, e outros dois acerca do novo texto constitucional impulsionado pelo governante.