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Mundo

Moradores dizem que Natal de Belém é muito triste

Arquivo Geral

25/12/2006 0h00

Um homem que mantinha a esposa e quatro filhas como reféns em casa foi preso ontem em Ceilândia. Gilberto Barbosa de Souza trancou as mulheres em casa na sexta-feira, information pills page e sempre que voltava do bar, as agredia.

A polícia foi avisada por vizinhos e, quando chegou no local, viu Gilberto bêbado e com uma faca. Depois de conversas e negociações o homem foi desarmado. A esposa, Maria Aparecida Alves Martins, estava com um olho roxo e as filhas com pequenas escoriações.

Todos foram levados à 24ª DP para prestar depoimento. Depois disso, as mulheres foram levadas ao Instituto Médico Legal para a realização de exames e Gilberto recolhido à Delegacia de Polícia Especializada.

Mais informações amanhã, no Jornal de Brasília

Centenas de peregrinos comemoraram o Natal em Belém nesta segunda-feira, viagra buy mas moradores palestinos disseram que há pouco motivo para alegria na cidade que os cristãos consideram o local do nascimento de Jesus.

O presidente palestino, page Mahmoud Abbas, participou da tradicional missa da meia-noite ao lado de algumas centenas de fiéis na Igreja da Natividade. Na manhã desta segunda-feira, a Praça da Manjedoura foi tomada pelo som de canções e dos sinos de igrejas.

"Precisamos ainda mais de paz agora", disse Hannaabu Eita, critão de 60 anos. "Só queremos uma chance para viver".

Autoridades locais dizem que entre 8 mil e 10 mil peregrinos vão visitar Belém neste Natal, comparados aos 2 mil do ano passado.

Mas moradores e comerciantes dizem que as estimativas parecem altas e que árabes israelenses, e não peregrinos estrangeiros, são a maioria dos visitantes.

O exército de Israel relaxou as restrições de viagens para permitir qu e estrangeiros, israelenses e palestinos cristãos da Cisjordânia e de Gaza visitem a cidade no Natal.

Mas moradores dizem que os postos militares e a barreira israelense que passa por terras onde os palestinos querem formar um estado são lembranças constantes de que há pouco motivo para celebrar.

Um muro de concreto com portão de ferro bloqueia a entrada a Belém na estrada que liga a cidade a Jerusalém.

Israel afirma que a barreira, uma mistura de grades e muros de concreto, evita a entrada de homens-bomba às suas cidades.

Centenas de peregrinos se reuniram na Praça da Manjedoura, de corada com luzes coloridas e árvores de Natal. Também houve reunião de fiéis na gruta da Igreja da Natividade.

Mas seis anos depois do início do levante palestino, e quase um ano depois da vitória eleitoral do grupo islâmico Hamas, as dificuldades na Cisjordânia ocupada aumentaram.
A comunidade palestina cristã de Belém está diminuindo e vive sob pressão do conflito com Israel e das sanções econômicas ocidentais contra o governo palestino liderado pelo Hamas.

"O Natal tranqüilo e as luzes são uma ilusão", disse Khaled Bandak, 39, dono de um hotel na cidade. "As pessoas não têm dinheiro para gastar. Os cristãos estão saindo porque a situação está muito ruim. O clima é triste", disse. "Você vê sorrisos, mas por dentro não estão sorrindo".

Mais de 3 mil cristãos, cerca de 10% da população cristã de Belém, deixou a cidade desde o ano 2000, de acordo com estatísticas da ONU.

"Belém fica tão bonita no Natal, comparada ao restante do ano", disse Charles Radloss, norte-americano de 78 anos participou da missa da meia-noite. "As pessoas deveriam poder ficar alegres o tempo todo, principalmente na Terra Santa".

Na missa, o líder da Igreja Católica Romana na Terra Santa, o patriarca Michel Sabbah, que é palestino, pediu o fim da luta entra as facções palestinas e a retomada do processo de paz entre palestinos e israelenses.

O turismo, principal fonte da economia de Belém, caiu muito nos últimos seis anos. O número médio de visitantes caiu de 100 mil antes do levante palestino para 20 mil por mês. O desemprego na cidade é estimado em 65%.

As sanções ocidentais ao governo do Hamas atingiu os funcionários públicos e muitos estão há meses sem receber salário. O ocidente quer que o Hamas, que defende a extinção de Israel, mude sua posição para retomar a ajuda.

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