O ex-vice-primeiro-ministro israelense e segundo do partido majoritário Kadima, Shaul Mofaz, estimulou hoje a falar com o movimento islamita Hamas e a criar um Estado palestino com fronteiras provisórias no prazo de um ano.
Mofaz, ex-chefe do Exército e um dos “falcões” da política israelense, surpreendeu à opinião pública ao apresentar um plano de ação no qual insistiu para conversar com o movimento islamita, que governa Gaza, sob uma série de condições.
“O Estado de Israel deve sentar-se com qualquer grupo que esteja disposto a mudar suas prioridades”, disse em entrevista coletiva ex-vice-primeiro-ministro.
Após invocar as três condições do Quarteto de Madri para reconhecer o Hamas (renúncia à violência, reconhecimento de Israel e aceitação dos acordos assinados), estimulou os “líderes responsáveis” do país a negociarem com os grupos.
Oficialmente, um porta-voz do Hamas, Fawzi Barhum, rejeitou qualquer possibilidade de diálogo com Israel e classificou o plano de Mofaz de “vulgaridade sionista”.