As declarações de Mitchell seguem sua reunião hoje com o presidente israelense, Shimon Peres, e acontecem depois de o presidente americano, Barack Obama, ter manifestado com firmeza seu apoio à criação de um Estado palestino e sua rejeição à colonização judaica da Cisjordânia ocupada.
“Deixem que eu seja claro: não se trata de desacordo entre adversários. Os Estados Unidos e Israel são e continuarão sendo aliados próximos e amigos”, disse Mitchell.
O funcionário americano disse ainda que suas reuniões de hoje com Peres e outros israelenses são “discussões entre amigos que dividem objetivos comuns: paz, segurança e prosperidade para todos desta região”.
“Quero estabelecer clara e enfaticamente, além de qualquer dúvida, que o compromisso dos Estados Unidos com a segurança de Israel continua inquebrantável”, acrescentou.
No entanto, o enviado especial americano não deixou de reiterar que a solução ao conflito entre israelenses e palestinos aos olhos do Governo Obama passa por “um Estado palestino que viva em paz e segurança ao lado do Estado judeu de Israel”, contra o manifestado até agora pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Mitchell pediu que as duas partes “cumpram suas obrigações estabelecidas no Mapa de Caminho”, que incluem a suspensão da construção nas colônias judaicas nos territórios palestinos.
Além disso, assinalou que não só é responsabilidade de israelenses e palestinos buscar a paz, mas também de “americanos, europeus, árabes e outros” que devem “apoiar este esforço com passos tangíveis” e “dividir a obrigação de criar as condições (adequadas) para um reinício em breve e uma conclusão rápida das negociações (de paz)”.
Mitchell se encontrará esta tarde com Netanyahu e com seu ministro de Assuntos Exteriores, o líder da extrema direita e colono Avigdor Lieberman.
Amanhã, o funcionário americano viajará à cidade cisjordaniana de Ramala, onde será recebido pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e outras autoridades da Muqata (sede do Governo).
Em seguida, continuará sua viagem em Damasco e Beirute, onde se reunirá com as autoridades sírias e libanesas.