O missionário irlandês Michael Sinnott que foi libertado hoje após um mês de sequestro no sul das Filipinas está “muito fraco e parece desorientado”, indicaram fontes militares.
Sinnott, de 79 anos, disse a meios de comunicação filipinos que não guarda rancor de seus seqüestradores, que lhe trataram bem e lhe mostraram sua ideologia.
“O sequestro e a mudança à embarcação foi dura, mas depois me trataram muito bem”, manifestou o religioso ao programa Umagang Kay Ganda, da televisão filipina.
O missionário disse que agora seguirá a recomendação de seus superiores e será realizada uma revisão médica completa em Manila, aonde se espera chegue em umas horas, antes de tomar outras decisões.
Sinnott foi entregue às autoridades pela organização islâmica Frente Moura de Libertação Islâmica (FMLI), que teve alguns de seus membros acusados pelo Governo filipino de estar por trás do sequestro.
O Executivo filipino não mencionou o pagamento de nenhum resgate pela libertação do missionário, apesar dos sequestradores terem pedido no mês passado US$2 milhões.
Um grupo de seis homens armados capturou o missionário irlandês dia 11 de outubro na localidade de Pagadian, cerca de 830 quilômetros ao sudeste de Manila.
Este é o terceiro sequestro de um sacerdote irlandês nas Filipinas na área de Lanao e Mindanao Ocidental nos últimos doze anos.
Há dois anos, o sacerdote italiano Giancarlo Bossi foi sequestrado no sul das Filipinas e passou 40 dias em cativeiro.