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Mundo

Missão independente da ONU sobre Sudão vê ‘sinais de genocídio’ em El-Fasher

Redação Jornal de Brasília

19/02/2026 8h37

sudão

Foto: AFP

A missão independente de investigação das Nações Unidas sobre o Sudão informou nesta quinta-feira (19) que chegou à conclusão de que o cerco e a tomada da cidade de El-Fasher por forças paramilitares mostravam “indícios de genocídio”.

Desde abril de 2023, o conflito entre o Exército sudanês e a milícia paramilitar Forças de Apoio Rápido (FAR) causou a morte de dezenas de milhares de pessoas, deslocou 11 milhões e desencadeou o que a ONU classifica como uma das piores crises humanitárias do mundo.

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas criou a missão em outubro de 2023, com o objetivo de reunir provas das violações, após a ocupação de El-Fasher, assediada por 18 meses.

“A magnitude, a coordenação e o apoio público à operação pela alta cúpula das FAR demonstram que os crimes cometidos em El-Fasher e arredores não foram excessos aleatórios da guerra”, afirmou o presidente da missão, Mohamad Chande Othman.

Seu relatório detalha detenções, torturas, humilhações, extorsões, sequestros e desaparecimentos. A investigação concluiu ainda que milhares de pessoas, em particular do grupo étnico africano zaghawa, “foram assassinadas, estupradas ou desapareceram”.

A missão entrevistou 320 testemunhas e vítimas de El-Fasher e arredores, além de viajar ao Chade e Sudão do Sul. Também verificou e certificou 25 vídeos.

AFP

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