A terceira e última fase da operação de libertação de seis reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) começou hoje com a partida de um helicóptero brasileiro para um ponto do sudoeste do país, clinic a fim de receber o ex-parlamentar Sigifredo López.
O aparelho que transporta a missão humanitária, seek liderada pela senadora Piedad Córdoba, order decolou às 8h45 (11h45 de Brasília) de Cali e, se não houver contratempos, deve retornar por volta das 15h (18h de Brasília) com López.
A senadora Córdoba, sorridente e vestida de branco, se declarou confiante sobre o sucesso da operação antes de entrar no helicóptero brasileiro no qual viajam também três delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).
O Brasil colabora nesta missão com dois helicópteros Cougar, um dos quais ficou hoje no aeroporto de Cali como reserva, e suas tripulações.
O porta-voz do CICV, Yves Heller, disse que a missão depende das condições meteorológicas no local onde López será recebido.
Segundo a imprensa local, é um lugar montanhoso ou de selva nos limites entre os departamentos de Cauca e Valle del Cauca (cerca des 600 quilômetros ao sudoeste de Bogotá).
As Farc anunciaram em dezembro do ano passado sua decisão unilateral de libertar seis reféns, e já entregaram no domingo três policiais e um soldado, e na terça-feira, Alan Jara, ex-governador do departamento de Meta.
Piedad Córdoba se declarou certa de que a operação dará certo. Dirigindo-se a Sigifredo López, disse que, “se não houver nenhuma contrariedade, a menos que seja o tempo, vamos estar lá”.
Heller declarou à Agência Efe no aeroporto de Palmira (perto de Cali), que “a chegada depende muito das condições meteorológicas. Então, o CICV vai continuar informando aos meios de comunicação sobre o desenvolvimento da missão humanitária de hoje”, disse.
Enquanto isso, a família de Sigifredo López assistiu a uma missa em uma igreja no centro de Cali para pedir “que tudo vá bem e haja bom tempo”, disse a esposa do refém, Patricia Nieto.
López é o único sobrevivente de um grupo de 12 membros da Assembleia departamental (legislativo) de Valle del Cauca sequestrado pelas Farc em 11 de abril do 2002.
Os 11 colegas de López morreram em junho de 2007 em uma troca de tiros, segundo as Farc, mas o Governo colombiano afirma que foram mortos como vingança pela captura de um guerrilheiro.