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Os ministros trabalhistas no Governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, começaram nesta segunda-feira a apresentar suas demissões após o cisma provocado pelo seu líder e ministro da Defesa, Ehud Barak.
Pelo menos um ministro, o de Assuntos Sociais Yitzhak Herzog, formalizou sua demissão, e outros dois, o de Indústria e Comércio, Binyamin Ben-Eliezer, e o de Minorias, Avishay Braverman, anunciaram que farão o mesmo em breve, informou a imprensa local.
Trata-se dos três ministros restantes do partido que até hoje dirigia Barak, que se afastou para fundar uma nova formação parlamentar que denominou “Independência” e que seguirá no Governo de Netanyahu.
Do partido, cinco se separaram de seus 13 deputados, entre eles dois dos cinco ministros.
As demissões dos três que seguem a militância no Partido Trabalhista foram conduzidas em resposta à vontade de abandonar um Governo “que quer bloquear o avanço do processo de paz”.
“Chegou o momento de parar de mentirmos para nós mesmos e de abandonar um Governo que nos conduziu a um beco sem saída”, disse em entrevista coletiva Herzog após anunciar a renúncia.
Braverman fez o anúncio uma hora depois e justificou sua decisão afirmando que “Barak tinha esquecido que o processo de paz era o primeiro assunto de sua agenda”.
Pouco depois, o terceiro ministro, Ben-Eliezer, dos mais veteranos dirigentes trabalhistas, anunciava também sua demissão do Governo de Netanyahu e sentenciava que Yitzhak Rabin, o assassinado primeiro-ministro que escolheu Barak como sucessor nos anos 1990, “deve estar se revolvendo no túmulo”.
Os trabalhistas deverão agora convocar uma reunião para decidirem seus próximos passos e escolherem um novo dirigente.