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Ministros do Apec buscam políticas monetárias para estabilizar preços

Arquivo Geral

12/11/2009 0h00

Os ministros de Finanças do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) se encontraram hoje em Cingapura para definir políticas monetárias que contribuam para estabilizar os preços e taxas de câmbio determinados pelas forças do mercado.

Esta flexibilidade nos preços, que se estenderá às taxas de câmbio e juros, é essencial para facilitar os ajustes necessários a fim de apoiar um crescimento econômico global equilibrado e sustentável a longo prazo, segundo a mais recente minuta divulgada pelos delegados.

Antes, o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, expressou uma opinião semelhante à da minuta, em um editorial publicado na edição asiática do jornal econômico “The Wall Street Journal”.

“Taxas de câmbio orientadas para o mercado, de acordo com os princípios básicos da economia, são fundamentais para garantir que as mudanças em recursos e setores se adaptarão às novas tendências da demanda”, afirmou Geithner no artigo, assinado também pelos ministros das Finanças da Indonésia, Sri Mulyani Indrawati, e de Cingapura, Tharman Shanmugaratnam.

Sobre a crise, os ministros das Finanças do bloco regional apoiarão medidas fiscais para evitar uma nova recessão e intensificar a vigilância, até que se confirme a recuperação.

Outro assunto importante da agenda é a crescente desvalorização do dólar, pois a queda na cotação da divisa dos EUA afetou de maneira diferente os membros do Apec.

A China sentiu menos a queda do dólar, porque manteve artificialmente baixa a cotação do iuane para garantir o volume de suas exportações, ao contrário de outras economias asiáticas que não intervieram em suas moedas, mas o artigo de Geithner não mencionou diretamente Pequim.

Se for cumprido o objetivo da minuta, a divisa chinesa subirá frente ao dólar, e isso será uma excelente notícia para a maioria das economias asiáticas, que até agora observaram com certa inveja como seus concorrentes chineses foram tão protegidos pelo Governo.

“Há muita preocupação na Ásia por causa da queda do dólar (…) se for preciso intervir de novo, os bancos centrais darão uma resposta adequada”, disse o ministro das Finanças filipino, Margarito Teves.

O Apec é formado por Austrália, Brunei, Canadá, Chile, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Filipinas, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Peru, Rússia, Cingapura, Tailândia, Taiwan e Vietnã.

Os 21 países do grupo representam 40% da população mundial, mais da metade do Produto Interno Bruto (PIB) e 44% do comércio.

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