Os ministros da Defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) apoiaram hoje a estratégia do comandante da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, na sigla em inglês), Stanley McChrystal, de favorecer uma transição no Afeganistão por meio do treinamento das forças locais.
Durante uma reunião informal na Eslováquia, os ministros não se pronunciaram, entretanto, sobre o pedido de McChrystal para o envio de mais 40 mil soldados ao país.
Segundo o secretário de Defesa americano, Robert Gates, decisões mais específicas sobre a missão serão tomadas em duas ou três semanas, provavelmente depois do anúncio dos resultados do segundo turno das eleições afegãs, marcadas para o próximo dia 7.
De acordo com Gates, vários países anteciparam que estão dispostos a aumentar seu esforço civil e militar.
Porém, essas mesmas nações estão à espera de que Washington faça o primeiro movimento sobre o aumento de tropas solicitado por McChrystal, algo que ainda não foi decidido.
Gates reiterou que a intenção dos EUA não é reduzir o número de seus soldados no Afeganistão, atualmente 68 mil, nem abandonar o país.
Por outro lado, segundo o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, a organização não pretende manter permanentemente a liderança da segurança do Afeganistão.
Para isso, a Otan deve fazer um maior esforço no curto prazo no âmbito econômico e em relação ao treinamento e ao número de tropas, insistiu Rasmussen.
Para apoiar sua tese, o secretário-geral calculou que o envio de um soldado da Otan para o país asiático custa 50 vezes mais do que o treinamento de um militar afegão.
“Os ministros concordam que os problemas no Afeganistão não serão resolvidos matando terroristas individualmente. O que precisamos é de uma estratégia mais ampla e reforçar a interação militar, civil e de reconstrução”, disse Rasmussen.