O ministro da Polícia e a Justiça da Suíça, erectile o xenófobo Christoph Blocher, ficou hoje fora do Governo, com o seu cargo passando para as mãos de uma companheira de partido.
Os legisladores suíços reelegeram ontem os seis ministros que formam o gabinete. Mas rejeitaram Blocher e para o seu lugar escolheram Eveline Widmer-Schumphf, também membro da União Democrática de Centro (UDC). Ela pediu um dia de recesso para decidir se aceitava ou não o cargo.
Widmer-Schumphf aceitou hoje o Ministério. Blocher, tachado de racista e xenófobo pela maioria dos políticos, pelas entidades sociais do país e até por relatores de Direitos Humanos da ONU, fica definitivamente fora do Executivo.
Muitos dos legisladores que rejeitaram Blocher declararam que tinham votado contra ele por causa da sua ideologia e, sobretudo, por suas posições extremas no Governo, que é colegiado e no qual, por tradição, reina o consenso.
A nova ministra, em seu discurso de agradecimento e aceitação do cargo, já demonstrou um novo perfil. “Se no futuro não tivermos a mesma opinião, isso é a democracia. No entanto, convido todos a agir sempre com respeito”, disse.
Apesar do seu entusiasmo, o futuro da nova ministra é uma incógnita. A cúpula da UDC tinha ameaçado excluir do partido qualquer membro que aceitasse o lugar de Blocher.
A UDC ameaça ficar “na oposição”. Hoje, após a confirmação de Widmer-Schlumpf, o líder da bancada no Parlamento, Caspar Baader, reforçou a posição.
“O Parlamento demonstrou que não quer que a política da UDC esteja representada no Governo”, discursou.
No entanto, Widmer-Schlumpf já tomou posse do cargo, assim como outro ministro da UDC, Samuel Schmid. Casper afirmou que eles não fazem parte do partido.
Widmer-Schlumpf será a terceira mulher no Executivo, um recorde na história do país.