“Está circulando em alguns sites que o doutor Rodríguez Chacín já tinha partido para a Colômbia, esta informação não é correta, ele ainda está fazendo coordenações em território venezuelano”, ressaltou Maduro em conversa telefônica com a estatal Venezolana de Televisión (VTV).
O titular de Exteriores da Venezuela não explicou se o ex-ministro do Interior tem em seu poder as coordenadas dadas pelas Farc para resgatar os três seqüestrados, que é o que falta para dar início à busca pelas florestas colombianas.
Nenhuma fonte governamental procurada pela Agência Efe confirmou se Chacín, especialista em inteligência, recebeu do grupo a localização do ponto onde serão libertados a ex-candidata à Vice-Presidência colombiana Clara Rojas, seu filho Emmanuel, nascido em cativeiro, e a ex-congressista Consuelo González.
Apesar disso, Maduro confirmou que o governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, autorizou a entrada na Colômbia “de dois novos helicópteros civis, identificados com os emblemas da Cruz Vermelha Internacional”, que poderiam ser usados na fase de resgate das duas mulheres e do menino seqüestrados.
As duas aeronaves autorizadas na última hora “são menores” que os dois helicópteros militares venezuelanos MIM-17 que estão parados desde sexta-feira na cidade de Villavicencio, a base de operações da missão humanitária na Colômbia.
Os dois helicópteros civis “podem ter maior manobrabilidade” que os MIM-17 “caso as condições do local para onde vão sejam mais difíceis do que o previsto”, acrescentou o chanceler venezuelano.
“Imediatamente, o Governo colombiano respondeu de maneira positiva”, o que o Executivo venezuelano “agradece”, ressaltou Maduro à estatal VTV.
Os dois helicópteros militares venezuelanos MIM-17, de fabricação russa, têm emblemas da Cruz Vermelha Internacional e estão prontos no aeroporto Vanguardia, de Villavicencio, para serem usados no resgate, reiteraram as autoridades venezuelanas.
Chacín, que negociou em pelo menos duas ocasiões a libertação de venezuelanos seqüestrados na Colômbia, disse no sábado que espera receber “muito em breve” das mãos das Farc as coordenadas do local onde serão soltas as duas mulheres e o menino.
O presidente venezuelano e idealizador da operação humanitária, Hugo Chávez, disse no sábado à noite que espera que antes de Ano Novo os três seqüestrados sejam libertados, mas admitiu que existem setores “dentro e fora da Colômbia que apostam no fracasso” da missão.